Neuropsicologia

A ordem dos testes importa?

A ordem dos testes importa?

O que ninguém te contou sobre o impacto da sequência de aplicação na avaliação neuropsicológica. Introdução Na avaliação neuropsicológica a ordem dos testes pode mudar completamente a leitura dos resultados. Não existem regras fixas, mas há orientações clínicas que fazem toda a diferença, e que vêm da prática. A sequência dos testes pode enviesar o desempenho do paciente. Um exemplo: deixar os testes de atenção para o final da sessão. Depois de uma hora de aplicação, o examinando já está cansado, e o resultado “rebaixado” Continue lendo

O que aplicar no intervalo entre A6 e A7 do RAVLT?

O que aplicar no intervalo entre A6 e A7 do RAVLT?

Um detalhe da aplicação que pode interferir no resultado da avaliação neuropsicológica. Introdução Imagine a seguinte situação no consultório. Você está conduzindo uma avaliação neuropsicológica e acaba de aplicar uma etapa do RAVLT. Nesse momento, o procedimento exige que você aguarde cerca de alguns bons minutos antes de seguir para a próxima parte do instrumento. Esse intervalo entre A6 e A7 do RAVLT costuma gerar dúvidas importantes na prática clínica. E surge uma pergunta que quase todo neuropsicólogo já se fez em algum momento da Continue lendo

Anamnese com idosos: o que ela revela e por que pode valer mais do que muitos testes

Anamnese com idosos: o que ela revela e por que pode valer mais do que muitos testes

Por que a anamnese com idosos é decisiva na avaliação neuropsicológica Imagine a seguinte cena: um idoso chega para avaliação e diz, com toda tranquilidade do mundo, que está bem. Quem insiste na consulta é a filha. Ela conta que ele anda mais esquecido, mais lento, um pouco mais irritado e que, outro dia, se atrapalhou em um caminho que fazia há anos. Ele responde com um sorriso: “Isso é da idade”. E pronto. Em muitos contextos, a investigação pararia aí. Mas é justamente aí Continue lendo

Como avaliar a idade mental? 

Como avaliar a idade mental? 

A pergunta sobre idade mental é uma das mais frequentes na prática neuropsicológica. Ela aparece em encaminhamentos médicos, em solicitações de escolas e na fala de pais e responsáveis que querem entender com qual faixa etária o desempenho cognitivo da criança mais se parece. Apesar de parecer simples, esse pedido envolve um conceito antigo, controverso e, atualmente, tecnicamente inadequado quando utilizado de forma literal. Por isso, saber como lidar com essa demanda é parte essencial do raciocínio clínico do neuropsicólogo. O que é idade mental Continue lendo

Avaliação neuropsicológica online: 7 pontos essenciais

Avaliação neuropsicológica online: 7 pontos essenciais

Avaliação neuropsicológica online: solução, risco ou ferramenta? Avaliação neuropsicológica online é como tentar montar um quebra-cabeça olhando a imagem por uma tela, com algumas peças fora do enquadramento. Dá pra montar? Às vezes, sim. Mas exige mais método, mais estratégia e, principalmente, consciência do que está (e do que não está) disponível para observar e concluir. E é por isso que esse tema não suporta extremos. Tratar o formato remoto como “a solução para tudo” é perigoso. Mas descartá-lo como “antiético por definição” também não Continue lendo

Afinal, a inteligência ainda importa?

Afinal, a inteligência ainda importa?

Essa é uma pergunta que escutamos com frequência aqui na Incantato: “Será que a inteligência ainda é relevante nas avaliações?”A resposta é simples: com certeza! Quando falamos de avaliação neuropsicológica infantil, compreender o papel da inteligência e do desempenho escolar é essencial para construir um raciocínio clínico sólido. Afinal, a escola continua sendo o principal cenário onde as habilidades cognitivas são postas à prova, e boa parte das demandas escolares envolve justamente as funções avaliadas nos testes de QI, como raciocínio lógico, linguagem e memória Continue lendo

Superdotação: é neurodivergência ou neurodiversidade? Entenda a diferença

Superdotação: é neurodivergência ou neurodiversidade? Entenda a diferença

Superdotação: é neurodivergência ou neurodiversidade? Quando o assunto é superdotação, uma dúvida aparece com frequência, tanto na clínica quanto nos debates acadêmicos: afinal, estamos falando de neurodivergência ou de neurodiversidade? Antes de entrar nessa discussão, é preciso dar um passo atrás e responder a uma pergunta básica, mas essencial: o que é superdotação? E aqui já vale um aviso importante: não existe uma definição única e consensual. A literatura científica apresenta diferentes modelos teóricos justamente porque a superdotação é um fenômeno complexo, multifatorial e desenvolvimental. O que é superdotação segundo os modelos Continue lendo

Impulsividade e TDAH: por que esse critério pode confundir o neuropsicólogo

Impulsividade e TDAH: por que esse critério pode confundir o neuropsicólogo

A impulsividade é sempre sinal de TDAH? Uma criança pré-escolar, agitada, desatenta e impaciente.Você observa a cena e pensa: “isso tem cara de TDAH”. Alguns anos depois, essa mesma criança chega à fase escolar. Os comportamentos opositores ganham força, a agitação diminui, mas a impulsividade continua ali.Na adolescência, o quadro muda novamente: o que antes parecia TDAH agora se assemelha a um Transtorno de Oposição Desafiante (TOD) ou até a um Transtorno de Conduta. O que permanece em todos esses momentos?A impulsividade. O que significa dizer Continue lendo