QI abaixo de 70: o que isso significa na avaliação neuropsicológica?
Entenda por que QI abaixo de 70 não fecha diagnóstico sozinho e saiba como comportamento adaptativo, intervalo de confiança e discrepâncias influenciam o TDI.
Entenda por que QI abaixo de 70 não fecha diagnóstico sozinho e saiba como comportamento adaptativo, intervalo de confiança e discrepâncias influenciam o TDI.
Parece TDAH, mas não é! Entenda o que é a Síndrome do Desengajamento Cognitivo e por que ela pode confundir até os profissionais mais experientes. Imagine que você atende um adolescente chamado Caio. Ele tem 13 anos, e a queixa da escola e dos pais é sempre a mesma: “vive no mundo da lua”, “se perde nos próprios pensamentos”, “é inteligente, mas não rende”. Quando você pergunta o que está acontecendo, ele responde com um olhar perdido: “Nada… só tava pensando”. Você pode até pensar: Continue lendo→
Depressão: quando a mesma palavra significa três coisas diferentes Imagine a seguinte cena. Uma mãe chega ao consultório e diz, preocupada:“Doutora, meu filho está com depressão.” Ela conta que ele anda mais quieto, tem chorado com facilidade e parece desmotivado para ir à escola. A palavra sai carregada de peso: depressão. Mas, naquele momento, antes mesmo de qualquer protocolo ou instrumento clínico, surge uma pergunta silenciosa na mente do profissional: O que exatamente ela quer dizer com isso? Essa dúvida não é trivial. Na psicopatologia, a Continue lendo→
Introdução Se o diagnóstico é TDAH, por que o tratamento medicamentoso do TDAH não é sempre o mesmo?Essa é uma pergunta comum, e necessária, na prática clínica. É frequente a ideia de que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade pede uma solução padronizada, quase automática. Mas quem acompanha pacientes no consultório sabe: o tratamento do TDAH raramente cabe em uma receita pronta. Ele exige análise cuidadosa, individualização e integração com o funcionamento real do paciente. Neurolover, você não prescreve medicação. Mas convive diariamente com seus efeitos, Continue lendo→
Se um paciente chegasse até você relatando o seguinte ocorrido: “Fui ao médico e ele solicitou um exame, uma ressonância de pulmão. No dia marcado, fui até a clínica para fazer o exame. Ao me deparar com o aparelho da ressonância, meu coração começou a bater acelerado, comecei a suar, senti uma dor no peito, falta de ar e uma sensação de quase desmaio.” Você teria alguma hipótese sobre esse caso? Vou te dar duas opções: pode ter sido um ataque de pânico ou o Continue lendo→
“- Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?” E o espelho respondia: – Não minha rainha, és tu a mais bela! Esse diálogo é um clássico dos contos de fadas. Todo mundo conhece a história da Branca de Neve. Mas se a gente for colocar um olhar da psicopatologia, teria algo de errado com esse diálogo, não é verdade? Calma que a ideia aqui não é problematizar uma história de criança, apenas treinar o nosso olhar sobre a neuropsicologia e psicopatologia. Então, Continue lendo→
Antes de mais nada, você precisa saber que Deficiência Intelectual, no novo DSM-5-TR, é chamada de Transtorno do Desenvolvimento Intelectual. Além disso, para que a pessoa receba esse diagnóstico, é preciso preencher três critérios diagnósticos. São eles: No entanto, existem alguns quadros que nem sempre conseguem satisfazer todos os critérios para o diagnóstico do Transtorno do Desenvolvimento Intelectual. Um deles é o Atraso Global do Desenvolvimento. Esse diagnóstico é feito para crianças com menos de 5 anos de idade e que fracassam em atingir os Continue lendo→
Imagine a seguinte situação: “Você está andando calmamente pelas ruas de uma cidade que fica próximo a uma mata, de repente ouve um barulho vindo dessa mata, você não sabe o que é, mas sai daquele lugar o mais rápido possível”. Agora pense nesta outra situação: “Você é aluna (o) de uma faculdade de psicologia, durante a aula, a professora marca uma prova para daqui a duas semanas, como essa disciplina não é a mais fácil do curso, você se prepara estudando ao longo dos Continue lendo→
Quando um paciente chega em nosso consultório e vamos dar início a um processo avaliativo, acredito que assim como eu, você deve começar pela entrevista de anamnese, correto? Fazemos uma série de perguntas visando entender histórico de vida daquela pessoa. E se ela chega com uma suspeita de um transtorno mental, fica claro pra nós que precisamos entender os fatores que influenciaram o seu aparecimento. Antes de falar desses fatores vamos entender o que é um transtorno? Um transtorno mental é um conjunto de sinais Continue lendo→