“Todo mundo virou autista?” O perigo de transformar traços em diagnóstico
Entenda o que é o fenótipo ampliado do autismo, por que ele não é diagnóstico e quais os riscos de confundir traços com TEA na prática clínica.
Entenda o que é o fenótipo ampliado do autismo, por que ele não é diagnóstico e quais os riscos de confundir traços com TEA na prática clínica.
Em um liquidificador coloque 3 cenouras médias, acrescente uma xícara de óleo, 1 ½ de açúcar e 3 ovos, bata até obter uma mistura homogênea… Despeje em uma tigela… Não, você não leu errado. Essa receita é só pra dizer: quem dera se todo tratamento para um transtorno fosse como uma receita de bolo, em que a gente seguisse o passo a passo e pronto, tratamento com o resultado que a gente quer. Eu e você sabemos que isso está longe de acontecer, não é? Continue lendo→
É claro que você sabe que o diagnóstico de Transtorno Opositivo Desafiante é multidisciplinar, mas que o psicólogo, especificamente o neuropsicológico, contribui para o processo de diagnóstico através da Avaliação Neuropsicológica! Só que para facilitar a nossa vida de neuropsi, contamos como algumas fontes de informações que nos ajudam traçar um perfil neuropsicológico de alguns transtornos, sendo uma delas os testes psicológicos. Porém, não é possível ver em um perfil neuropsicológico se a criança tem ou não o Transtorno opositivo desafiante (TOD), no máximo alguns Continue lendo→
“Atenção, senhores passageiros, apertem os cintos, estamos passando por áreas de turbulência!” Quem tem o hábito de viajar de avião, provavelmente já ouviu frases semelhantes a esta. Apesar da apreensão que ela nos causa, é normal a existência de turbulência durante os voos. As turbulências ocorrem por vários motivos, desde a formação de nuvens, correntes de ar até trovoadas e a mudança repentina da direção dos ventos. São situações habituais na aviação. E assim como a turbulência é considerada normal, antes de diagnosticar uma patologia Continue lendo→
Vamos imaginar que você está fazendo uma avaliação neuropsicológica de um adolescente de 15 anos idade, claro, você fez a entrevista de anamnese com os pais, questionou sobre todos os aspectos da vida dele, gestação da mãe, primeiros anos de vida até os dias atuais, sobre a escola, comportamento do adolescente, resumindo, você entendeu sobre o funcionamento desse adolescente, certo? Ao final da entrevista levantou algumas hipóteses, considerou que ele poderia ter um TDAH ou Transtorno de Ansiedade e partiu para as sessões com o Continue lendo→
Quem trabalha com Neuropsicologia Infantil se vê meio perdido com a possibilidade de algumas comorbidades: É apenas um quadro de Deficiência Intelectual ou tem comorbidade com TDAH? Essa dificuldade de aprendizagem que ele se refere é do quadro de TDAH ou na verdade estamos falando uma criança com TDAH e Transtorno Específico da Aprendizagem? Esse prejuízo atencional é esperado nessa criança com TEA ou na verdade ele tem TEA com TDAH? Bom, hoje vou tentar ajudar você com o diagnóstico de TEA com ou sem Continue lendo→
Dislexia. Um quadro difícil, sem cura, que interfere demais na vida acadêmica, social e emocional da criança. Sim, um transtorno do neurodesenvolvimento que já apareceu ou vai aparecer no seu consultório. É só uma questão de tempo. Sabemos que o diagnóstico de dislexia só pode ser realizado a partir dos 8 anos de idade ou a partir do 3º ano do Ensino Fundamental, sendo que é necessário pelo menos 6 meses de intervenção específica com essa criança. Mas hoje não falarei dos critérios diagnósticos. Não. Continue lendo→
Eu tenho certeza que você já ouviu falar de seletividade alimentar. A seletividade alimentar é uma alteração no comportamento alimentar, em que a pessoa resiste a experimentar novos alimentos (come sempre a mesma coisa), fica angustiada quando é encorajada a experimentar alimentos diferentes, seja por causa de uma fobia ou medo de engasgar ou vomitar e apresenta náusea e vômito ao se deparar com a necessidade de comer novos alimentos. A pessoa pode selecionar o alimento pela cor, textura, cheiro ou aspecto. Por exemplo, tem crianças Continue lendo→
Semestre escolar inicia e depois de mais ou menos dois meses de aulas, muito pais são chamados em reuniões na escola para que a professora possa dar um feedback do comportamento e aprendizagem dos filhos. Afinal, com dois meses de aula, a professora já consegue perceber quem é quem na sala de aula. Pais de crianças com TDAH costumam já esperar ansiosamente por essas reuniões não só pelas questões comportamentais, como a agitação e por vezes, oposição, mas também pela aprendizagem: – “Será que meu Continue lendo→
O terror de muitos profissionais das ciências humanas é recordar da época triste e sofrida que estudava matemática no ensino fundamental e médio. Lembra? Sabe aquele pesadelo que você tem de vez em quando na qual existe uma lista imensa de probleminhas de matemática para responder? Afff… tenho horror a isso (principalmente dos exercícios de análise combinatória e geometria espacial …rs)!!! Mas, então, porque recordamos de maneira tão ruim da matemática? Isso provavelmente se deve a forma como tentamos aprender essa disciplina no ensino fundamental. Continue lendo→